domingo, 4 de março de 2012

Pró-Hormonais: Valem a pena ?

Pró-Hormonais: Valem a pena ?


Os pró-hormonios, de uma forma simplificada, são substâncias que quando metabolizadas pelo nosso corpo se transformam em esteróides anabolizantes ativos.
O objetivo inicial dos pró-hormonios era criar uma substância que gerasse os efeitos de esteróides anabolizantes, mas sem os problemas legais. Nos Estados Unidos, posse e venda de substâncias como os esteróides anabolizantes são puníveis com prisão.  Pró-hormônios não são esteróides anabolizantes até que são metabolizados pelo nosso corpo, portanto podem ser vendidos sem infringir nenhuma lei.
No Brasil esta categoria de produtos virou modinha, o problema é que muitas pessoas consomem estes produtos sem entender que de fato eles são esteróides anabolizantes disfarçados e que apresentam os mesmos efeitos colaterais, principalmente para quem está na adolescência, que arrisco a dizer, é a faixa etária que mais busca este tipo de produto.
Pró-hormonais como M-Drol, H-Drol, Decafire e outros, não são suplementos e o seu uso não pode ser indiscriminado e algumas pessoas tomam estes produtos como se fosse creatina ou BCAA.

É seguro usar Pró-Hormônios ?

Pró-hormônios são tão seguros quanto esteróides anabolizantes, independente do que o vendedor tente lhe dizer.  Se você compreende isso, tudo bem. Mas não se engane achando que só porque o pote é bonitinho eles não são esteróides anabolizantes.
Pró-hormônios são vendidos em comprimidos, consequentemente quando ingeridos são metabolizados pelo fígado o que pode alterar as funções hepáticas, da mesma forma ou até pior do que com os esteróides anabolizantes orais. Danos ao fígado é só um dos efeitos colaterais, outros como queda de cabelo, queda no desejo sexual, ginecomastia  e aumento da pressão arterial também podem acontecer.

Vale a pena usar Pró-Hormônios ?

O objetivo inicial dos pró-hormônios foi muito inteligente: criar uma substância “legalizada” que  quando ingerida se transformasse em anabolizante e produzisse os mesmos efeitos desejados que os esteróides anabolizantes originais. Se fosse assim seria ótimo, mas nada no mundo é perfeito.
Os efeitos gerados pelos pró-hormônios são em sua maioria inferiores quando comparados com os esteróides anabolizantes, mas não podemos dizer o mesmo quanto aos efeitos coletarais, que podem ser piores que os próprios esteróides anabolizantes. Vários esteróides injetáveis produzem menos efeitos colaterais(e mais resultados) e não são metabolizados pelo fígado, já os pró-hormônios são orais.
O preço também não é o seu ponto forte, estes produtos chegam no Brasil custando o dobro(ou mais) do seu preço original, muitas vezes custando mais que esteróides anabolizantes. Não esquecendo que com o uso de pró-hormônios, assim como os esteróides anabolizantes, é necessário fazer o uso de produtos que acelerem e façam retornar a produção natural de hormônios do corpo(TPC – Terapia Pós Ciclo), que podem ficar debilitados durante o uso destas substâncias. E não vamos esquecer dos exames pré e pós ciclo, se você for uma pessoa com bom senso suficiente para fazê-los.

Conclusão

Vale a pena comprar um produto com custo x benefício ruim, com efeitos colaterais semelhantes ou até piores que os esteróides anabolizantes e que ainda não produzem os mesmos efeitos desejados ?

Referências:

http://www.t-nation.com
http://www.muscleandstrength.com
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

HCG – Gonadotrofina Coriônica Humana


Cientistas reconheceram pela primeira vez o hormônio agora chamado gonadotrofina coriônica humana (HCG) na década de 1920 . HCG é, sem dúvida, uma das ferramentas disponíveis mais usurpadas, incompreendidas e subutilizadas no fisiculturismo. HCG não é um esteróide, é ocorrência natural de peptídeos produzidos pelo embrião nas primeiras fases da gravidez e depois pelo trofoblasto (parte da placenta) para ajudar a controlar os hormônios de mulheres grávidas . Isto torna o revestimento do útero pronto para a implantação do ovo fertilizado.

HCG é uma glicoproteína composta por 237 aminoácidos e tem uma massa de 36.7kDa. HCG basicamente “atua” como Hormônio Luteizante (LH) no seu corpo. LH é uma gonadotrofina. Eles foram os primeiros a serem extraídos pelo ser humano, em 1958, mais precisamente na glândula pituitária. Gonadotrofina é qualquer substância que estimula as gônadas (ovários, testículos).

É heterodimérico (inicia primeira fase da mitose), com uma alfa subunidade idêntica ao LH (hormônio luteinizante), FSH (hormônio folículo estimulante) e TSH (hormônio estimulador da tireóide). LH é chamado uma gonadotrofina porque ele estimula as gônadas (testículos). É produzido nas células hipofisárias e é constituída por uma cadeia beta de 115 aminoácidos e uma cadeia alfa de 89 aminoácidos.

Nos testículos, o LH se liga a receptores sobre as células de Leydig, que, por sua vez, estimula a síntese e secreção de testosterona. Tal como LH, o FSH também é chamado de gonadotrofina. É constituído por uma cadeia beta de 115 aminoácidos e uma cadeia alfa de 89 aminoácidos, o mesmo que o LH. A produção e a liberação do FSH são controladas pelo GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina). O FSH estimula o crescimento testicular e dá suporte à função das células de Sertoli, que são necessárias para sustentar a maturação das células espermáticas.

TSH também é conhecido como uma tirotrofina e é secretada por células da glândula pituitária anterior. TSH é composto por uma cadeia beta de 112 aminoácidos e uma cadeia alfa de 89 aminoácidos. A cadeia alfa é a mesma que foi encontrada nos dois outros hormônios hipofisários, LH e FSH, alem do HCG. TSH é produzido quando o hipotálamo libera TRH (hormônio liberador de tirotrofina). Em seguida, faz com que a glândula pituitária libere TSH. TSH faz com que a glândula tireóide produza triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), que controla o metabolismo do organismo.

HCG é clinicamente utilizada para induzir a ovulação e tratar perturbações do ovário em mulheres, bem como estimular os testículos hipogonadalmente (subprodução de O uso de HCG seria um bônus adicional para os usuários AE’s mesmo se houver uma falta de LH endógeno. Como o HCG aumenta os níveis naturais de testosterona do organismo, sua utilização durante ciclos longos ou com dosagens elevadas pode ser mais benéfica, pois os efeitos sobre o hipotálamo emitem um sinal suprimindo a função dos testículos.

O resultado disso leva ao que é conhecido como atrofia testicular. O uso do HCG irá enviar um sinal artificial para os testículos (novamente, como se fosse realmente LH), impedindo assim (até certo ponto) a atrofia. Não só contribui para manter tamanho e função testiculares, mas também ajuda na restauração dos testículos de volta para seu tamanho original.

Restaurar a produção natural de testosterona o mais rápido possível é uma preocupação especial nos homens, no final de um ciclo de EAA. O preço pago por bodybuilders caso não aumentem os níveis naturais de testosterona é a perda da maioria, se não todos os ganhos musculares que duramente conquistaram, e a principal causa disso é o cortisol.

O cortisol envia uma mensagem para os músculos que é oposto ao da testosterona. Cortisol Se não for tratado (por causa de um nível extremamente baixo de testosterona) ele vai rapidamente eliminar toda a massa muscular que você acabou de ganhar.

Alguns usuários acham que eles têm melhores ganhos e uma recuperação mais rápida quando utilizam HCG durante um ciclo de AAS. Isso se deve ao fato de que o corpo tem um elevado nível natural de testosterona em função do uso de AAS, e mesmo assim os testículos continuam sendo estimulados a secretar a testosterona intermitentemente, o que pode ajudar na recuperação depois.

Talvez isto seja devido à manutenção de um nível mais elevado de testosterona inter-testicular (ITT) fornecidos pelo uso intermitente do HCG, que ajuda muito ajuda a recuperação do HTPA (eixo hipotálamo-hipófise-testiculo). Uma dose média de HCG durante um ciclo é entre 500iu e 1000iu todas as semanas ou cada duas semanas. Em um estudo feito, uma única injeção de 6000IU de HCG elevou os níveis de testosterona por 6 dias. É por isso que várias pessoas recomendam que seja aplicado a cada 3-5 dias.

Obtêm-se níveis mais estáveis no sangue se for aplicado com mais freqüência. Nesse mesmo estudo, 1500IU de HCG elevaram os níveis de testosterona para entre 250 a 300%. Tomar tudo de uma vez, no entanto, irá causar um aumento de estrogênio causado pela aromatização da testosterona, e o resultado pode ser um caso de ginecomastia para o usuário.

No que diz respeito à utilização de HCG na TPC (terapia pós ciclo), doses menores e mais freqüentes após um ciclo de EAA daria os melhores resultados com a menor quantidade de efeitos colaterais. Uma dose diária de 250ui para 500ui por 2 a 3 semanas é abundante e varia muito pouco de pessoa para pessoa. As menores doses já são suficientes para iniciar a reversão da atrofia testicular, mas deve ser usado em conjunto com o tamoxifeno, que ajudará na recuperação sem aumento dos níveis de estrogênio, diminuindo assim o risco de ginecomastia no usuário.

Doses menores de 250iu a 500iu também evitam o risco de dessensibilização dos receptores de LH nos testículos. O velho ditado que mais é sempre melhor, definitivamente não se aplica ao uso de HCG. Sua melhor aposta é a de começar no 250iu ou 500iu para 5 ou 6 dias, e se você não notar nada acontecer (reversão da atrofia testicular) aumente a dose ligeiramente.

Como dito anteriormente, ciclos de HCG devem ter, no mínimo 2 a 3 de intervalo, um mês off entre elas e você pode esticar o seu ciclo por mais quatro semanas, sem qualquer preocupação maior se estiver utilizando doses mais baixas. Deve-se, no entanto, ter cuidado ao utilizar HCG por um longo período, pois isso poderia reprimir a produção natural de gonadotrofinas pelo organismo permanentemente, mas isso é mais especulação, já que nunca foi reportado nenhum caso de superdosagem. Como garantia, ciclos curtos de HCG ficam como norma.

A maioria usa HCG perto do final de um ciclo de esteróides, você deve iniciar o HCG terapia na última semana do seu ciclo. Para melhores resultados, você também deve usar tamoxifeno enquanto você usa o HCG, que por si só pouco contribuirá (ou nada) na prevenção da ginecomastia. Depois de cessado o HCG, você deve continuar com a sua habitual TPC com clomid ou tamox (de preferência a este último).

Em um ciclo de AAS de 6 a 10 semanas, o HCG pode ser dispensável, a menos que doses extremas de AAS forem utilizados, já exista um problema de atrofia testicular ou ainda quando você está executando um ciclo pesado só com orais. Para ciclos com 12 semanas ou mais, o HCG deve ser levado em conta.

Como o HCG é usado para estimular a produção de testosterona, os efeitos colaterais podem ser os mesmos que são associados com EAAs, embora ginecomastia possa ser o mais comum.

Possíveis efeitos colaterais do HCG são retenção de água e sódio após doses mais elevadas, resultado de um aumento da produção de andrógenos. Ele pode causar ginecomastia (novamente se as doses forem elevadas). Alguns atletas temem serem reprovados em exames de urina devido aos baixos níveis de epitestosterona, e utilizam uma dose de 500iu de HCG, aumentando os níveis de epitestosterona. No entanto, o problema é que o HCG é também é proibido pelo COI e pode também ser detectado em um teste na urina, (a meia vida do HCG é de aproximadamente 4 a 5 dias).

Outra possível desvantagem do HCG é que ela pode suprimir a parte alta do eixo, uma vez que toma o lugar do LH. O LH é fabricado na hipófise devido à resposta do GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina), que, por sua vez, é secretado pelo hipotálamo. Como o HCG mimetiza o LH e está sendo fornecido exogenamente ao hipotálamo, este envia um sinal para parar de produzir GnRH então nenhum LH natural será produzido.

É por isso que deve ser sempre utilizado com um composto, como o tamoxifeno. Assim, embora o HCG seja essencial após longos ou pesados ciclos, ele não deve ser utilizado sem uma complementação, tais como (especificamente) tamox. A terapia com HCG deve ser interrompida pelo menos 2 semanas antes de parar o uso de tamoxifeno, ou pode suprimir a produção natural de testosterona. Isto não deve ser um problema se você está no final de seu ciclo de AAS e antes da TPC.